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Pequenos Gestos do dia-a-dia

 

Da mesma forma que cuidamos da nossa loiça no fim de uma refeição, devemos dar a mesma importância às embalagens, latas, pequenos cartões e outros objectos que bem podem servir para dar forma a novas embalagens, se bem encaminhadas e colocadas no sítio certo. Para isso, temos os ecopontos, uns enterrados, outros à superfície, mas todos têm a mesma finalidade. Devemos, assim, fazer uma recolha selectiva para posterior reutilização da matéria-prima.

No dia-a-dia, são pequenos gestos que juntos ajudam em muito a nossa modesta contribuição individual para um ambiente melhor e um planeta mais limpo. Todo o lixo pode ser reaproveitado por outro indivíduo ou empresa, como combustível ou matéria-prima, na construção de outros produtos.

A missão da Algar consiste em recolher e encaminhar para local apropriado os vários tipos de lixo. A Algar promove o tratamento e valorização dos resíduos há 15 anos, aqui, no Algarve.

Existem três tipos de recolha com finalidades diversificadas entre elas, que passo a expor.

A recolha selectiva abrange os 16 municípios da região algarvia. Por recolha selectiva entende-se os 7600 contentores de deposição selectiva, diferenciados em três cores: verde para o vidro; amarelo para o plástico; azul para o cartão. Esta recolha, ponto a ponto, é encaminhada para uma central de triagem, onde são devidamente separados os diversos resíduos em categorias, vidro, plástico, metal e papel.

A recolha orgânica é encaminhada para uma estação de valorização orgânica, que faz uma triagem separando o que não tem aproveitamento e segue para aterro. O que pode ser tratado e valorizado transforma-se em compostagem para a agricultura ou em produção de energia eléctrica.

A recolha indiferenciada consiste na recolha dos compostos chamados de lixo doméstico e tem três destinos possíveis: valorização energética, tratamento mecânico ou aterro sanitários.

Os ecocentros são postos avançados de recolha de outras matérias, tais como madeiras, óleos, pneus, resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE), e resíduos de construção e demolição (RCD), que são tratados na valorização energética ou depositados em dois aterros sanitários.

Esta empresa de recolha de sólidos urbanos (RSU) contribui para a educação ambiental, projectando as suas acções na valorização dos espaços públicos, contribuindo para um eficiente bem-estar dos algarvios e cooperando para a projecção de uma boa imagem aos turistas que nos visitam.

Esta recolha uniformizada e organizada fomenta a valorização orgânica dos lixos que, em boa parte, contribuem para uma gestão energética mais eficiente.

Na empresa Algar, os materiais passam por processos físicos e químicos, dos quais saliento a fermentação e biodegradação feita ao longo do tempo, depois de os resíduos serem depositados nos aterros sanitários. Estes aterros são espaços hermeticamente fechados e selados, quando se encontram na sua capacidade máxima. Aqui, a matéria orgânica em decomposição continua pelo apodrecimento e, consequentemente, pelo aparecimento de baterias que se encarregam de decompor os resíduos.

Através desta acção, acontece a composição de um gás incolor, característico pelo mau cheiro, que é reaproveitado para a produção de energia mecânica. Este processo acontece na ausência de oxigénio, depois dos aterros selados.

Anteriormente, já foi feita uma rede de drenagem, com a finalidade de armazenar o biogás que, posteriormente, é reencaminhado e se converterá em energia térmica, mecânica e eléctrica.

Desta forma, reaproveita-se todas as potencialidades daquilo que, à partida, simplesmente jogávamos fora. Sai vantajoso reaproveitar todos os nossos resíduos, contribuindo para um ecossistema mais limpo.

Se a reciclagem é importante, também são importantes as pessoas que têm como missão recolher e tratar dos resíduos sólidos destinados a esse fim. Na área ambiental, existem várias profissões cujo papel é zelar pela limpeza dos espaços públicos.

A recolha de lixo, feita por homens já habituados ao mau cheiro e que a sociedade não valoriza, são parte fundamental de uma cadeia a nível nacional e mundial. Sem a recolha de lixo, a nossa sociedade era uma lixeira. Só em dias de greve destes homens notamos a sua importância.

No topo deste complexo núcleo regenerador de boas práticas ambientais encontra-se o Engenheiro do Ambiente. Este é responsável por definir políticas de conservação e manutenção dos recursos diversificados com o meio físico envolvente das cidades e zonas protegidas.

Dentro do funcionamento de uma instituição preocupada com a qualidade do ambiente, temos o Técnico em Meio Ambiente, qualificado em compreender o meio envolvente, sendo este responsável por propor soluções aos organismos que administram territórios e parques protegidos.

Existe também os chefes de limpeza urbana e uma série de colaboradores que efectuam diariamente na prática a conservação dos espaços públicos.

Antigamente, havia a profissão de Cantoneiro, que tinha como missão tratar das bermas e estradas municipais. Hoje, o Cantoneiro de limpeza passou a ser urbano, percorrendo de madrugada os vários pontos, levantando caixas e outros objectos que, devido ao tamanho, não cabem dentro dos contentores usando promovemos a reciclagem, estamos a contribuir para reaproveitar materiais já utilizados que, através de diversos processos físicos e químicos, sofrem alterações que produzem a biodegradação e fermentação, contribuindo para a produção de biogás.

Reciclando, estamos a economizar recursos energéticos, a preservar e a defender recursos naturais, também diminuímos a quantidade de resíduos que necessitam de ser incinerados ou depositados em aterros sanitários e contribuímos para a redução da crescente quantidade de lixo, produzida por uma população que aumenta desalmadamente.

Antes de deitar fora, pense duas vezes onde depositar o que não quer. Em algum lugar, alguém poderá dar ao que não quer uma nova utilidade. Nada se perde, tudo se transforma.

Ainda existem pessoas que pensam em fazer reciclagem, mas não fazem. Na hora de deitar o lixo fora, não concretizam correctamente o acto de deitar o lixo nos ecopontos certos. Um dia destes, ao falar de reciclagem com um amigo, fiquei a saber que ele lá em casa até separa as garrafas e as coloca num recipiente diferente. Mas, na hora de jogar o lixo fora, vai tudo para o contentor do lixo doméstico. Lá lhe fiz ver que isto não é reciclar, e até gracejei com ele: - Estás a ficar mal na chapa. Nada de muito mal tem esta atitude. A intenção está lá, só que não é concretizada correctamente.

São estes pequenos gestos que fazem a diferença: Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Recuperar.

As tampas das pastas de dentes podem-se juntar às tampas das garrafas de água e, assim, contribuir para a aquisição de cadeirinhas de rodas. Uma tonelada de tampas equivale a uma cadeira. As bisnagas dos dentífricos e todas as embalagens de plástico, incluindo as embalagens do leite e do vinho, depois de lavadas depositam-se no ecoponto amarelo.

Restos de papel, jornais, panfletos de publicidade, revistas, cartão, folhas de rascunhos, pequenas embalagens ou outros derivados do papel têm como destino a reciclagem. O cilindro dos rolos de papel higiénico, e dos rolos do papel de cozinha são outro dos exemplos a depositar no ecoponto azul.

O ecoponto verde recebe o vidro velho, garrafas e garrafões, boiões e outros frasquinhos de vidro, que, depois de reciclado, destina-se a novas garrafas, poupando em matéria-prima. As tampas, se forem de metal, vão para o ecoponto amarelo.

As pilhas também têm o seu lugar na roda dos produtos preparados para a reciclagem. O Pilhão, como o nome sugere, é o ponto onde devemos depositar todas as pilhas e baterias de telemóvel, que já não usamos. Em muitos ecopontos, existe o Pilhão de cor vermelha, com várias ranhuras para as diversas formas de pilhas.

As rolhas de cortiça também são reaproveitadas, se depositadas no Rolhinhas existente na maioria das grandes superficies.

Existe uma empresa a nível nacional que recebe os seus equipamentos eléctricos no fim de vida útil. Veja em "www.erp-portugal.pt" como é reaproveitado o que não quer.

São estes pequenos nadas que precisamos incrementar para conseguir um planeta ecologicamente mais limpo. Agora que escrevi sobre o que se deve reaproveitar para reciclar, falta elucidar daquilo que não se deve colocar nos ecopontos.

NO VIDRÃO não deve colocar vidros partidos de uma porta ou janela e peças de porcelana, como, por exemplo, loiça ou pirex, espelhos partidos de uma moldura, vidro farmacêutico e de hospital, copos de vidro, ou lâmpadas. Estas devem ser entregues onde compra as novas.

NO PAPELÃO não deve colocar papéis sujos ou engordurados, loiça de papel, papéis metalizados ou plastificados, lenços de papel sujos ou as fraldas usadas dos bebés, pacotes de batatas fritas, sacos que tenham transportado matérias químicas.

NO EMBALÃO não deve colocar embalagens de iogurtes sujos, embalagens de cosméticos, panelas, tachos, talheres, máquinas eléctricas. Para estas existe o Ponto Electrão em quase todas as grandes superfícies.

No quotidiano, são pequenos gestos que, reunidos, ajudam em muito a contribuir individualmente para um ambiente melhor e um planeta mais limpo. Todo o lixo pode ser reaproveitado por outro indivíduo ou empresa, como combustível ou matéria-prima, na construção de outros produtos.

No caso de ter dúvidas sobre onde deve colocar um determinado resíduo, deposite-o no lixo doméstico e mais tarde tente saber qual o ecoponto correcto. Dedique algum tempo a esta problemática do que é reciclável e verá que se sentirá melhor consigo próprio.

Toda a minha concordância em reciclar provém das massivas campanhas publicitárias que vejo na televisão. A mais conhecida é da Sociedade Ponto Verde, que "é uma entidade privada, sem fins lucrativos, constituída em Novembro de 1996, com a missão de promover a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens, a nível nacional".

Fonte: http://pelanatureza.pt/empresas/sociedade-ponto-verde/

Para dar uma ideia da quantidade equivalente, são necessárias 100 toneladas de matéria reciclada para evitar a extracção de 1 tonelada de petróleo.