Portuguese English French German Italian Spanish
Get Adobe Flash player
Home Quem Sou? O Meu Diário O OURO da minha região

O OURO da minha região

Apetece-me partilhar convosco a minha admiração por este fruto característico da minha região, e tão mal aproveitado. Falo em termos económicos. Pelo trabalho que dá a apanha, deveria ser mais valorizada ao produtor.

Este ano nas férias dediquei-me à apanha da alfarroba. Quem antes o fazia era a minha mãe, eu não gostava nada desta tarefa sazonal e repetitiva.

Mas mudam-se os tempos e as necessidades e lá estive eu 3 semanas dedicado à apanha das alfarrobas da família.

Achei tão engraçado que aqui reproduzo a informação que se pode consultar na Vikipédia.

Esta é a história da ALFARROBEIRA

A alfarrobeira (Ceratonia siliqua) é uma árvore de folha perene, originária da região mediterrânica que atinge cerca de 10 a 20 m de altura, cujo fruto é a alfarroba (do hebraico antigo al charuv (חרוב) , a semente, pelo árabe al karrub, a vagem, corrupção daquele outro termo).
Pensa-se que as suas sementes foram usadas, no antigo Egipto, para a preparação de múmias; foram, aliás, encontrados vestígios de suas vagens em túmulos.
Pensa-se que a alfarrobeira terá sido trazida pelos gregos da Ásia Menor. Existem indícios de que os romanos mastigavam as suas vagens secas, muito apreciadas pelo seu sabor adocicado. Como outras, a planta teria sido levada pelos árabes para o Norte de África, Espanha e Portugal.
A semente da alfarrobeira foi, durante muito tempo, uma medida utilizada para pesar diamantes. A unidade quilate (carat) era o peso de uma semente de alfarroba. Era considerada uma característica única da semente da alfarroba, o seu peso sempre igual. Hoje em dia, contudo, sabe-se que seu peso varia como qualquer outra semente.
Do fruto da alfarrobeira tudo pode ser aproveitado, embora a sua excelência esteja ainda ligada à semente, donde é extraída a goma, constituída por hidratos de carbono complexos (galactomananos), que têm uma elevada qualidade como espessante, estabilizante, emulsionante e múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética.
Mas a semente representa apenas 10% da vagem e o que resta – a polpa - tem sido essencialmente utilizado na alimentação animal quando, devido ao seu sabor e características químicas e dietéticas, bem pode ser mais aplicado em apetecíveis e saborosas preparações culinárias.
A farinha de alfarroba é a fracção obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Contém, em média, 48-56% de açúcar (essencialmente sacarose, glucose, frutose e manose), 18% de fibra (celulose e hemicelulose), 0,2-0,6% de gordura, 4,5% de proteína e elevado teor de cálcio (352 mg/100 g) e de fósforo. Por outro lado, as características particulares dos seus taninos (compostos polifenólicos) levam a que a farinha de alfarroba seja muitas vezes utilizada como antidiarreico, principalmente em crianças.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.