Get Adobe Flash player
Home Quem Sou? O Meu Diário Benzeduras Antigas

Benzeduras Antigas

 

Nestas práticas antigas das benzeduras, como cura para os mais variados males, encontramos muitos credos e crenças.

Com o passar do tempo estas práticas e rituais caseiros de cura, foram perdendo peso, embora ainda se encontre pessoas que utilizam estes feitos antigos, a quem as procura. Com o evoluir dos tempos, a medicina encontrou fórmulas mais modernas para tratar quase todos os males. Ainda assim perduram pessoas que transmitem essas práticas de geração em geração.

Num recente episódio de infortúnio, tive a necessidade de recorrer a uma pessoa que diz ter curado várias outras pessoas, através de uma benzedura, que um familiar lhe ensinou.

Passo a contar o meu episódio. De um momento para o outro fui confrontado com umas estranhas erupções.

Inicialmente brotou na zona das costas um relevo na pele, assemelhando-se à pele de um bicho rastejante.

No segundo dia estas erupções alastraram-se a um terço do corpo, em forma de pontos salteados mas que tinham um seguimento, como se fossem umas atrás das outras.

Ao terceiro dia percebi que tinha a Zona ou Cobrão, como é conhecido. Fui ao médico. Trouxe o respectivo medicamento, com a promessa de que a recuperação seria demorada.

Fiquei assustado. A minha crença no oculto despertou, e de imediato conheci uma senhora de 84 anos, que se predispôs a benzer a minha sorte, nove vezes por sessão, durante nove dias.

Disse-me para não comer carne de porco e evitar fritos, não apanhar sol, e evitar ir à praia. Deveria não tomar medicamentos, e ao mesmo tempo estar a usar as benzeduras. Não faria bem.

Novamente assustei-me, mas decidi seguir à risca a prescrição médica. Nestas coisas do oculto o melhor mesmo, é ignorar o que não achamos como certo, não acreditando em tudo o que ouvimos.

Outras pessoas dizem que a benzedura complementa a orientação médica.

Há que saber fazer a separação do que pode ser ou não ser como aceitavelmente certo.

Na mesa da cozinha há um recipiente com azeite e alhos picados, que são untados com uma pena da galinha por cima das chagas. Há nove alhos que ao que me apercebi, fazem de contas às nove vezes, e um outro que serve para simular o cortar do mal.

Com uma faca macho simula-se o cortar do dito mal, fazendo uma cruz sobre a chaga, dizendo uma prece antiga. Esta oração varia de pessoa para pessoa, já que os saberes populares se vão perdendo e cada pessoa acrescenta ou retira palavras, e acredita que a sua súplica, é a mais verdadeira.

No fim de cada benzedura, a bezelhoa diz um Pai Nosso e uma Ave-maria. A oração é repetida nove vezes, durante nove dias.

Essencialmente a cura faz-se no acreditar. Não são importantes as palavras ditas, autênticas e adequadas. O importante é acreditar que aquelas palavras são as palavras benignas. A cura faz-se no acreditar por parte de quem recebe e de quem oferece.

A benzedura é feita até se estar completamente curado, sendo obrigatório benzer em número de dias ímpares.

Benzer todos os dias, menos no dia em que Jesus foi crucificado.

O domingo é dia santo.

 

Nota:

Gostaria de ver aqui publicado algumas dessas

Rezas ou benzeduras,

Pois não consegui acompanhar e memorizar

o que aquela senhora segredava Baixinho.

Se houver alguém conhecedor, e quiser partilhar

basta mandar um e-mail para:

Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

 que com muito gosto publicarei.

OBRIGADO