Portuguese English French German Italian Spanish
Get Adobe Flash player

Uma vida velozmente vivida

 

Escrevendo sobre formação é como compor o nosso diário. Todos os dias se aprende de uma forma ou de outra. Ninguém poderá dizer que sabe tudo. O percurso formativo é contínuo e não terá fim. Existe sempre algo novo para descobrir. Através da prática, observando outas pessoas ou recebendo formação específica numa determinada área.

Na empresa onde trabalho já tive algumas formações consideradas necessárias para um melhor desempenho ou conhecimento de procedimentos e normas aplicadas a cada situação por muito diversificada que seja. Como por exemplo em Higiene e Segurança no Trabalho. Falar de HST, tornou-se o mais importante assunto de uma empresa que pretende ter níveis avançados de competitividade moderna. Atualmente é uma área chave nos padrões de qualidade de uma empresa moderna e exigente.

Durante um período de 3 anos tive outras formações modulares certificadas e cofinanciadas. Aprendi a trabalhar com o computador. Tive formação em Ciências Informáticas, Word, Excel e outras.

Quando ainda miúdo trabalhava nas férias grandes no jornal cá da terra. Um dia tive a possibilidade de escrever um artigo, e assim foi durante alguns anos. Foi a minha oportunidade de conhecer algumas pessoas que me iniciaram na escrita para jornais regionais. Durante algum tempo pensei ser jornalista, e quanto mais escrevia, mais vontade tinha de o fazer. Observava as situações, e sentia a necessidade de as passar ao papel, que de seguida eram orientadas para as redações.

Através deste jornal tive conhecimento da existência do mundo dos jornais regionais, o parente pobre da outra imprensa diária e mais conhecida. Nessa altura tive a perceção de que era através deste meio de comunicação, que mais facilmente poderia iniciar a minha aventura literária. Foi através do jornal “ A voz de Loulé “, que fui alargando o meu gosto pela escrita.

O contacto com outros jornais foi o seguimento duma relação aberta e séria que eu tinha com o meu antigo patrão, dos três meses de férias. Assim tive a oportunidade de escrever para muitos outros jornais de todo o país. Nesta altura mostrava claramente competências de linguagem e comunicação, nomeadamente a nível da escrita.

Com a introdução dos meios informáticos tudo teve um novo impulso. A informação corre a um ritmo alucinante. Podemos estar onde não estamos fisicamente e partilhar para o outro lado do mundo em segundos. As TIC são uma forma de conhecimento ao mesmo tempo formando e informando.

Aos meus 20 anos ganhei um estágio na casa Pia de Lisboa, no colégio de Pina Manique, que poderei considerar como formação, numa instituição de renome. Já não me lembro de quem me acolheu nesta semana em que estive em Lisboa. A contra partida que tinha que dar, era escrever um relatório do descoberto, para a posteridade.

 

Na altura escrevi sobre as relações humanas. “ Onde ficava estabelecido, que o Engenheiro é a autoridade máxima, logo abaixo do Diretor geral, e que o Mestre, na sequência lógica, é a pessoa abaixo do Engenheiro. Por este seguimento, são com estas autoridades, que os alunos, jovens de idade compreendida entre os 13 e os 14 anos, têm o maior contacto humano. Depois vem o primeiro contacto entre todos eles, rapazes ou raparigas.

É natural que nesta idade todas as ideias que existam na cabeça de cada um deles, acerca daquilo que querem seguir, estejam um pouco confusas, no entanto, existem preferências manifestadas individualmente e com a ajuda dos professores, se decidam em qual é a oficina preferencial.

Aos professores, por seu lado, funcionam não só como um poder, mas também como, um camarada amigo, um pouco mais velho. Daqui partem as relações humanas entre duas partes distintas: O aluno, que está para aprender, e o mestre, que por mérito próprio existe para transmitir os conhecimentos adquiridos.

Enfim, é uma coisa estranha, um lugar tão acolhedor para se iniciar uma vida. Pode-se ao mesmo tempo concluir que todos são maravilhosamente iguais, pois o sábio e experimentado, o Mestre, não é mais que alguém que entra, como os alunos, pela mesma porta “.

Continuei sempre a trabalhar na mesma empresa onde ainda hoje trabalho, mas sempre gostei de ir experimentando outras áreas muito diferentes das do dia-a-dia. A carpintaria e as madeiras sempre foram as minhas ferramentas do ganha-pão. É com a profissão de carpinteiro que garanto a subsistência económica.

A vida tem-me proporcionado várias outras oportunidades bastante agradáveis. A passagem pela rádio foi mais uma aventura. Fazer locução foi o que mais gozo me deu. Durante três anos tive o privilégio de fazer rádio na então “Rádio Corridinho” Foi um percurso enriquecedor. À noite e aos fins-de-semana, tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas que partilhavam da mesma experiência.

Num tempo de amadorismo, a nível radiofónico, nas rádios regionais, tinha o privilégio de fazer, o que me apetecia. Hoje era completamente improvável. A rádio evoluiu para a profissionalização de todos os intervenientes.

Entre 1990 e 1992, eu explorei a poesia dita em rádio, intercalada com música. Tive a felicidade de conhecer e dar a conhecer pessoas que faziam poesia, e tiveram naquele espaço radiofónico, a oportunidade de fazer a divulgação dos seus trabalhos literários.

Fiz vários programas, todos eles com a sua vertente cultural e poética, mas o que mais me marcou foi os “ Momentos de encanto “.Tenho no meu arquivo, todos os guiões, de todos os programas que guardo religiosamente. 

As minhas recordações só são positivas, até porque as que são menos agradáveis, esqueço e não perco tempo a recordar. Gosto do que faço e dedico-me com todo o meu saber e profissionalismo a qualquer trabalho em que me empenhe. Poucas são as coisas que não gosto de fazer. Quando abraço um projeto, dificilmente o deixo a meio. Para mim tudo é uma missão a cumprir.