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Sociedade, HOJE

25 de Abril de 2015



Hoje deveria ser um dia para celebrar a liberdade. Mas essa liberdade não está totalmente conseguida. Portanto, hoje será apenas mais um dia de luta pela liberdade que um dia havemos de ter.

Ontem fomos todos surpreendidos com uma proposta de lei dos três partidos que mandam em Portugal. Ao contrário de em muitas outras propostas discutir-se o espectro partidário. Direita, esquerda ou centro. Desta vez houve apenas unanimidade em roubar liberdade de expressão a quem faz dessa arte de comunicar noticias, a sua profissão.

 

Não poderia de forma nenhuma deixar passar em branco esta peregrina ideia de regulamentar/obstruir a informação que se presta aos Cidadãos. É verdade que logo os dirigentes partidários vieram desmentir tal farsa. Erro grosseiro. Se passasse, não diriam nada. Assim tiveram que intervir, provando que estavam ao corrente e que comungavam da Censura prévia de conteúdos e estratégicas jornalísticas que nem os próprios jornalistas podem adivinhar. Pois a informação nasce todos os dias.

 

Lá fora na Rua já ouço os morteiros da alvorada comemorando a hipotética liberdade que julgamos ter. São nove horas deste dia de Abril. Liberdade e um cravo na lapela. Por quanto tempo? Os meses que se avizinham não são fáceis. Serão de luta diária pela liberdade. Sempre alertas e de sentinela, como se ainda estivéssemos de plantão, cumprindo o nosso turno até que outros nos venham render.

Liberdade é apenas uma palavra bonita. Liberdade com letra grande, essa não a podemos ter como garantida. A liberdade reconquista-se todos os dias.

Incendios mortais

 

22 de Agosto de 2013

Hoje muito tristemente mais uma notícia de uma morte de um bombeiro. Neste caso uma mulher. Não sei se por esse motivo, me levou a ter que desabafar e tocar na ferida dos incêndios em Portugal. Não vou falar porque não adianta nada, nas causas naturais ou humanas negligentes no atear o inferno. Não vou falar da falta de consciência por parte de todos os proprietários de terrenos, que têm a obrigação da constante limpeza da floresta. Não vou falar de individualmente todos e cada um limpar os bem ditos 50 metros em volta das suas habitações. Sejam propriedade sua ou do vizinho do lado que não limpa. Eu moro no campo e tenho por hábito incutido pela minha mãe, a limpeza pelo menos em redor de casa. Todos os anos limpo o que é meu e o que não é. Não vou falar da floresta que é de todos nós. A floresta do Estado, abandonada. Negligentemente abandonada pelos sucessivos ministros que tutelam a pasta. Não vou falar da prevenção que pode ser feita e é mais barata durante todo o ano. Não vou falar do prestável serviço à pátria que os bombeiros portugueses prestam durante todo o ano, mas que é mais visível nesta altura porque as televisões ávidas de notícias chocantes transmitem em direto a aflição das pessoas que vivem daquilo que o inferno lhes leva. Não vou falar deste tempo quente e da grandeza do poder de destruição que a própria natureza quando é desafiada, porque esta ainda não a conseguimos vencer.

Afinal do que vou falar!

Vou apenas prestar a minha homenagem aos bombeiros que mesmo desconhecendo a geografia do terreno, ou o teatro de operações, acatam a ordem dos comandantes. Aqui deve estar alguma coisa a correr mal. Tantas mortes e feridos graves, é certo que é uma profissão de risco. Será falta de coordenação? O que estará aqui a falhar além da falta de limpeza e de uma lei penal para os incendiários do século XXI. Será falta de meios pesados e então lá vai carne para canhão?

Partem com toda a fé do mundo para salvar as vidas dos outros enquanto a sua vida…

Encontro de Movimentos Cívicos


Trinta e oito anos depois de proclamado o 25 de abril de 1974, a sociedade portuguesa está movimentando-se silenciosamente no palco das redes socias para dar a volta por cima. Culpa de todo este estado a que chegamos porque confiamos cegamente em quem nos ludibriava com oferendas naqueles 15 dias de uma qualquer campanha eleitoral, não interessa para que órgão era. Deixamos-mos levar na cantilena e nas palavras que nós próprios queríamos ouvir sem posteriormente fazer um balancete do que foi prometido e do que realmente foi instituído ano após ano, governação após governação.

Digo culpa de todos nós, sociedade pacífica que acredita nas verdadeiras boas intenções, que confiou na representatividade, o rumo das nossas vidas. Nunca nos interrogamos ao longo de três décadas, quase quatro, se o caminho trilhado verdadeiramente era o que pretendíamos. As gerações sucederam-se e deixamo-nos cair no deixa andar, deixar arder que o meu pai é bombeiro.

Com a massificação das novas tecnologias a informação corre a velocidade dum post, duma resposta quase imediata, de troca de opiniões entre pessoas virtuais mas que na realidade têm conteúdo e até pensam. Pensam e agem muitas das vezes por conta própria numa base de querer ser o precursor a cortar a linha da chegada.

Engane-se quem pensar que está sozinho nesta caminhada para mudar Portugal e redirecionar o destino, deste comboio sem maquinista. Entra-se em qualquer estação na internet e vislumbramos vários maquinistas tentando pôr carvão na sua máquina com muito boa vontade para atingir a velocidade que pretende, ao longo destes trinta e oito anos.

Quero dizer-vos que provavelmente temos várias locomotivas na mesma rota e acredito que antes do impacto vai acontecer o inevitável. Pelo menos assim o desejo. Devemos acertar agulhas para que todos possamos chegar à estação do Encontro de Movimentos Cívicos com alguns movimentos/partidos que defendem a mesma coisa mas por ora estão navegando sozinhos. Relembro que existem menos estações que nos separam do que aquelas que nos une, que é Portugal.

Peço portanto que previamente ouçamos o que alguns partidos na mesma situação que a nossa. Troquem impressões e estratégias no sentido de haver um namoro na aproximação consertando e aglutinando as posições do outro.

O "mostro" das finanças públicas

 

As finanças públicas estão de pantanas, voltadas ao avesso. Os governantes políticos dos últimos 20 anos criaram e alimentaram conscientemente o animal. Não sei se o "Monstro" a que Cavaco Silva se referia quando era primeiro-ministro, era este estado desgovernado que anda há solta pelo país. O certo é que o "Mostro" tomou proporções colossais que nem quem o alimentou tem a fórmula para o exterminar.


Não existe personalidade neste país que não comente e apelide a situação de muito má. Uns falam de uma bomba atómica, outros de um bombardeamento do inimigo. Ninguém aceita dizer que é melhor o governo cair ou manter-se em funções mesmo que desnorteado.

Ninguém aceita prenunciar-se sobre um governo de iniciativa Presidencial. Pessoalmente, não creio que seja a solução. Acho mesmo que nem o Presidente tem iluminação suficiente para saber o que fazer. É o desnorteio total dos nossos representantes.

As opções de governação responsável não existem no atual contexto de organização de partidos políticos. Chegou-se ao ponto de ninguém querer avançar e agir, tal é o descontrole real e problemático que Portugal mergulhou.


Reclama-se um novo 25 de Abril, que foi a queda da ditadura. Proclama-se o 26 de Abril como salvação para governar Portugal a partir do povo com um dinamismo completamente novo, democracia direta, criminalizando os bandidos que colocaram a saque o nosso cantinho a beira-mar estendido. Augura-se o 27 de Abril como o fim dos partidos políticos como modelo de organização ultrapassado pelos tempos. O mundo mudou muito depressa e ninguém se mentalizou que é urgente acompanhar essas mudanças. Os políticos não souberam acompanhar essa mudança.

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