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Os Anos na Rádio

O prazer de Fazer Rádio

Durante estes três anos de rádio, houve lugar para vários estilos a várias horas do dia. Principalmente ao fim se semana, mas também no final do dia quando era necessário substituir algum colega.

Descrevo algumas dessas passagens pela rádio com muita alegria a nostalgia, com o orgulho do dever cumprido dentro das minhas possibilidades de iniciante na altura. Tinha vinte e poucos anos e muita vitalidade pela frente. Força de vontade e grande sentido de responsabilidade e respeito por aqueles que me escutavam. Mais admiração ainda por quem me deu a oportunidade de abraçar um sonho. Aqui agradeço publicamente ao Sr. Victor Gonçalves essa nova perspectiva e abertura de novos horizontes permitidos apenas a quem tem a grandeza de um enorme coração.

Programas realizados:

Nós e Você. Intimista como se apenas fosses tu e eu face-to-face escutando a melhor selecção musical. Músicas escolhidas a dedo com o coração no ouvido.

Novos sabores, como o nome denuncia, era o momento para passar músicas de vários estilos musicais vindos dos mais variados recantos do mundo. Brasil, Guatemala, Itália, Espanha, França, África. Neste espaço estava bastante à vontade, pois sou apreciador de vários géneros musicais e não tinha dificuldade em encontrar material para preencher com Novos Sabores.

Barman Musical com um estilo descontraído entre um copo e uma melodia acontecia a magia da rádio.

Canto dos encantos era um espaço preliminar de preparação para a grande aventura que foi os Momentos de Encanto. Aqui fui de uma forma tímida ensaiando os primeiros poemas diluídos com a selecção musical.

Oceano Atlântico tinha uma filosofia de música calma inspirado no Oceano Pacifico do João Chaves da RFM.

Momentos de Encanto, foi o programa que mais me marcou a nível radiofónico. Aqui explorei a música intercalada com várias poesias escolhidas por mim ou enviadas pelos ouvintes. Neste momento estava no auge e com um grande à vontade com toda a tecnologia utilizada. Foram longos meses em que semanalmente ao Sábado e Domingo realizava os meus Momentos de Encanto com uma enorme dedicação que até de graça o fazia. Pois o que recebia não dava para a gasolina que gastava para chegar aos estúdios do Troto, em Almancil.

Deixo na Categoria em baixo, algumas das gravações que ainda conservo religiosamente. Aqui partilho com os meus visitantes a minha alegria por ter estado atrás de um microfone durante três bons anos, na minha juventude. Obrigado por terem o interesse em ter escutado parte da minha vida radiofónica.

Os melhores anos da minha vida, foram as noites da "corridinho FM". Durante 3 anos fiz locução, produzindo, realizando e apresentando a minha selecção musical com passagem de poesia variada de poetas da nossa região e não só. Dei a conhecer algumas pessoas que com o passar do tempo tornaram-se minhas amigas e colaboradores assíduos dos meus programas.

Naquele tempo a rádio já tinha os seus propósitos bem definidos de servir as regiões onde estavam inseridas. Na Rádio dessa altura entre alguns profissionais da área, coabitavam apaixonados amadores da arte de fazer rádio. Eu estava entre aqueles que deliravam pela paixão duma oportunidade, de fazer parte dum grupo restrito de apresentadores amadores.

Confesso que gostava da minha voz na rádio, embora não gostasse de vedetismos, nunca manifestei de forma arrogante como realizador ou locutor de rádio. Embora a minha frase de início de sessão fosse: Boa Noite, eu sou o Luís Santos.

Bons tempos, aqueles ainda de juventude quando achamos que tudo podemos, e quando conquistamos algo é uma maravilha inexplicável. Os meus programas por norma eram ao fim-de-semana ou em horário pós laboral. Fazer rádio durante estes três anos foi a melhor coisa que me poderia ter acontecido.

Era um escape necessário para descontrair, duma semana intensa e stressante de trabalho árduo e muito stress emocional. Fazer rádio era como se fizesse um reset psíquico que limpava todas as preocupações inerentes a uma profissão exigente. Não que a carpintaria seja assim tão difícil. Os prazos e os compromissos da empresa exigem decisões rápidas e um ritmo de trabalho apressado, que chego ao fim-de-semana esgotado.

A minha profissão não era aquela. O meu ganha-pão era e continua a ser a carpintaria. A madeira é o meu pão do dia-a-dia. A minha arte por natureza é os trabalhos manuais. Já na escola demonstrei essa faculdade. Trabalhar com as mãos e fazer crescer obras de arte apenas com o trabalho e com as ferramentas.